
Depois de um março abarrotado de grandes lançamentos, parece que abril será mais tranquilo. É hora de pegar os games que ficaram para trás, injustamente interrompidos, e ir até o fim. Ou platinar. Ou pegar todos os Pokémons. Ou perceber que o jogo era ruim mesmo e partir para outra. Você decide.
Apesar da relativa tranquilidade que deve marcar a maior parte desse mês, abril reserva boas surpresas, ainda mais para jogadores desligados como eu, que havia esquecido do lançamento de Final Fight: Double Impact nas próximas semanas, até que um e-mail da Capcom me alertou para a atualização do site oficial do jogo. Só ao chegar lá me dei conta da data: 15 de abril. É tipo, bem ali, virando a esquina, como em um fliperama mental cheio de lembranças fantásticas.

Final Fight: Double Impact é um pacote com dois jogos: de um lado, Final Fight, o clássico game de pancadaria onde o prefeito bombadão Hagar, o lutador Cody e seu colega ninja Guy arrebentam a fuça da gangue Mad Gear para resgatar Jéssica, filha de Hagar e namorada de Cody. Onde o Guy entra nessa história? Quando eu era pequeno, pensava que ele entrava na briga porque era amigo do Cody, mas pensando nas cenas finais do jogo… será que rolava algo entre Guy e Jéssica? Preciso jogar de novo!

O outro game é Magic Sword. Não é tão conhecido quanto o primeiro e alguns podem pensar que se trata de Knights of the Round, um game de pancadaria ambientado na Távola Redonda, aquela do Rei Arthur. Ledo engano. Magic Sword é um game de plataforma, ambientado em um cenário de fantasia. O jogador encara 50 andares da torre maligna de Droknar e conta com a ajuda de outros personagens, recrutados ao longo da jornada, como uma amazona, um clérigo e um ninja. Como em Final Fight, um segundo jogador pode entrar na partida para dar uma mão.
A grande sacada de Double Impact são os filtros visuais. Além de opções para filtros HD e os originais, há uma opção que transforma a televisão em um gabinete de fliperama, com a tela meio arredondada e até a moldura das máquinas clássicas do arcade. Também é possível escolher entre as trilhas sonoras originais ou versões remixadas moderninhas. Para aumentar a nostalgia, o game tem suporte para multiplayer local e online e é possível entrar na partida a qualquer momento, tal e qual no fliperama. E nem precisa de fichas!

- Fliper lá perto de casa, ao lado da padaria.
Ainda não tem preço definido, mas eu aposto em uns 15 dólares. De repente, abril ficou interessante de novo.